AS BARREIRAS SOCIAIS E TECNOLÓGICAS NO ACESSO AOS DIREITOS PREVIDENCIÁRIOS
Data
2025
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Editor
Grupo Hospitalar Conceição
Resumo
Abstract
A presente pesquisa tem como objetivo geral investigar a percepção da população idosa atendida pela Unidade de Saúde Barão de Bagé sobre o uso de plataformas digitais para acessar direitos. Trata-se de uma pesquisa do tipo qualitativa, de caráter exploratório, com abordagem teórico-metodológica orientada pelo método histórico dialético crítico marxista. Foram utilizadas como técnicas a pesquisa bibliográfica e entrevista semiestruturada, sendo que os dados qualitativos coletados foram analisados conforme análise de conteúdo. O cenário deste estudo foi o território adstrito da Unidade de Saúde Barão de Bagé, localizada no bairro Vila Jardim, na Zona Leste de Porto Alegre/RS e integrante da Gerência de Atenção Primária à Saúde do Grupo Hospitalar Conceição (GAPS). Os/as participantes foram 09 usuários/as, selecionadas pelo critério de idade, acima de 65 anos e mediante sorteio. Identificou-se o perfil dos/as entrevistados/as como composto majoritariamente pelo sexo feminino 55,6% (5), com faixa etária entre 67 e 86 anos de idade, sendo que 44,4% (4) são casados/as e 55,6%(5) viúvos/as e residem com o seu núcleo familiar 88,8%(8). Em relação aos níveis de escolaridade, foi constatado que 22,2%(2) possuem ensino fundamental incompleto, 11,1%(1) ensino fundamental completo, 22,2%(2) ensino médio incompleto, 22,2%(2) ensino médio completo, 11,1% (1) ensino superior incompleto e 11,1%(1) ensino superior completo. No que se refere a sua ocupação, 88,8%(8) são aposentados/as. Quanto à renda mensal familiar, observou-se que 22,2%(2) recebem entre 1 e 2 salários mínimos, 55,5% (5) entre 3 e 4 salários mínimos, 11,1%(1) 5 salários mínimos e 11,1% (1) 10 salários mínimos. Os resultados e a discussão foram apresentados a partir de duas categorias construídas com base na análise das entrevistas, sendo elas: exclusão digital: uma expressão da questão social e acesso ao INSS: reflexões sobre as barreiras tecnológicas no acesso a direitos. Verificou-se que os relatos dos/as participantes corroboram com as tendências apresentadas nas produções técnicas e teóricas sobre a temática de acesso às TICs, portanto, constatou-se que a exclusão digital da população idosa permanece sendo uma realidade no cenário brasileiro. Similarmente, a maioria dos/as entrevistados/as afirmaram nunca terem acessado o site ou aplicativo Meu INSS. Desta forma, demonstrando que permanece atual o distanciamento da população idosa da modalidade de acesso e atendimento digital. De modo que a maioria dos/das participantes já solicitaram auxílio de intermediários, sejam eles familiares ou profissionais, para acessar os seus direitos previdenciários. Portanto, a população idosa tem encontrado barreiras sociais e tecnológicas no acesso ao INSS. Como sugestão de superação desta problemática foi apresentado o formato de atendimento híbrido com a opção presencial como uma alternativa de acolhimento dos/as beneficiários/as do INSS, especialmente a população idosa e a melhoria das condições de trabalho e incentivo a autonomia profissional dos/as assistentes sociais da previdência social que podem contribuir na democratização e socialização de informações e na garantia de direitos previdenciários e socioassistenciais.
Descrição
Palavras-chave
Sistema Único de Saúde
